Um pai denunciou problemas no atendimento prioritário no sistema ferry-boat na manhã desta segunda-feira (30), no Terminal de São Joaquim, em Salvador. Segundo o relato, ele aguardou por quase duas horas para embarcar, mesmo tendo direito à prioridade, enquanto sua filha autista, de 6 anos, passava por uma crise dentro do carro.
Deivide Oliveira, pai da criança, afirmou que chegou ao terminal por volta das 5h55, com embarque previsto para as 6h. No entanto, a família só conseguiu acessar o ferry às 7h50. A menina, Maria Helena, tem diagnóstico dentro do espectro autista e necessita de nível 2 de suporte.
De acordo com o pai, a situação foi agravada pela falta de organização e de orientação adequada no local. Ele também relatou postura inadequada por parte de funcionários durante o atendimento.
“Não tem ninguém para orientar. E ainda disseram que era orientação da Agerba”, contou.
Durante a espera, a criança entrou em crise, o que, segundo ele, poderia ter sido evitado com o cumprimento da prioridade garantida por lei. Em vídeo gravado no terminal, Deivide critica o que chamou de falha no sistema de embarque.
“Falam que tem prioridade, mas criam outra fila dentro da prioridade. Passam alguns carros e os demais ficam esperando. Estou com minha filha em crise aqui dentro. Isso é uma covardia”, desabafou.
O sistema ferry-boat é operado pela Internacional Travessias Salvador, sob fiscalização da Agerba. Até o momento, não houve posicionamento oficial sobre o caso.
A situação reacende o debate sobre a efetividade do atendimento prioritário e o respeito às pessoas com deficiência, especialmente em serviços públicos de grande demanda.
Com informações do portal BNews.


