A Semana Santa está se aproximando e, com ela, surge uma dúvida comum entre muitos brasileiros: afinal, por que não se come carne vermelha nesse período? A tradição, fortemente ligada ao catolicismo, é especialmente seguida na Sexta-Feira Santa, também conhecida como Sexta-Feira da Paixão.
Segundo os ensinamentos da Igreja Católica, a Semana Santa representa o período da morte e ressurreição de Jesus Cristo. A celebração tem início no Domingo de Ramos — que relembra a entrada de Cristo em Jerusalém — e se encerra no Domingo de Páscoa, quando se comemora a ressurreição.
Na Sexta-Feira Santa, os fiéis praticam a abstinência de carne como forma de penitência, respeito e reflexão sobre o sacrifício de Jesus Cristo, que, segundo a tradição, foi crucificado nesse dia.
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De acordo com historiadores, a prática da abstinência de carne teve origem na Idade Média, por volta do século IX, durante o pontificado do Papa Nicolau I.
Na época, os católicos costumavam jejuar não apenas às sextas-feiras, mas também às quartas. Além disso, evitavam outros alimentos como ovos e laticínios, adotando uma alimentação bastante restrita — semelhante ao que hoje se conhece como dieta vegana.
Com o passar do tempo, a tradição foi sendo adaptada, e a prática da abstinência ficou concentrada principalmente na Sexta-Feira Santa. Em 2026, a data será celebrada no dia 3 de abril.
Para substituir a carne vermelha, muitas pessoas optam por alimentos que também são fontes de proteína, mas que respeitam a tradição religiosa.
Entre as opções mais comuns estão:
- Peixes como bacalhau, pirarucu e atum
- Frutos do mar, como camarão, caranguejo e polvo
- Ovos, alternativa mais acessível para muitas famílias
Essas escolhas permitem manter uma alimentação equilibrada durante o período, sem descumprir o significado religioso da data.


