O Instituto Nacional de Câncer anunciou, nesta quarta-feira (1º), o início de um estudo com duração de dois anos para avaliar a implementação de um programa de rastreamento do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde.
O câncer de pulmão, traqueia e brônquios é atualmente a principal causa de morte por câncer no país, mas apresenta maiores chances de tratamento quando identificado em estágios iniciais.
A pesquisa será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, com apoio da farmacêutica AstraZeneca. O recrutamento dos participantes deve começar ainda no primeiro semestre.
Ao todo, cerca de 397 voluntários serão selecionados entre pessoas cadastradas no programa de controle do tabagismo da rede municipal. Os participantes devem ter entre 50 e 80 anos, ser fumantes ou ex-fumantes e não apresentar diagnóstico prévio ou sintomas da doença.
O objetivo é identificar nódulos pulmonares em estágio inicial, permitindo intervenção precoce e reduzindo a necessidade de tratamentos mais agressivos.
Para o rastreamento, será utilizada a tomografia computadorizada de baixa dose, exame que expõe o paciente a menor nível de radiação. Caso o programa seja incorporado ao SUS, a proposta é que os exames sejam realizados em policlínicas, com encaminhamento pelas unidades básicas de saúde.
Pacientes diagnosticados durante o estudo serão acompanhados e tratados no Hospital do Câncer 1, unidade de referência do Inca no Rio de Janeiro. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, conforme o estágio da doença.
Dados recentes indicam que o Brasil registrou cerca de 32,4 mil mortes por câncer de pulmão em 2024. Para o período entre 2026 e 2028, a estimativa é de aproximadamente 35,3 mil novos casos por ano.
Especialistas apontam o tabagismo como principal fator de risco, além de exposições ambientais. Nos estágios iniciais, a doença pode apresentar poucos sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.


