“Acho que ele está precisando de holofotes”, dispara Ludmila ao rebater Jorge de Dema: “Eu tenho história para contar. O que ele já fez pela população?”

A superintendente da Santa Casa de Misericórdia Hospital Luiz Argolo, Ludmila Reis, elevou o tom ao responder as críticas feitas pelo vereador Jorge Bonfim de Farias Fróes, conhecido Jorge de Dema (PDT), durante coletiva de imprensa realizada em Santo Antônio de Jesus.

Ao comentar as cobranças e denúncias apresentadas pelo parlamentar na Câmara Municipal, Ludmila afirmou acreditar que o vereador estaria buscando projeção política às custas da instituição.

“Eu acho que ele está precisando de holofotes. Está querendo crescer em cima da Santa Casa. Não vejo fundamento para atacar uma instituição centenária que presta assistência à população e que ampliou significativamente seus serviços ao longo dos anos”, declarou.

A gestora destacou que a Santa Casa passou por uma profunda transformação estrutural, ampliando sua capacidade de atendimento de 62 para 240 leitos, implantando serviços de oncologia, UTIs para adultos, ampliando a maternidade e fortalecendo a assistência prestada pelo SUS.

“Eu tenho história para contar. Tirei esse hospital de 62 leitos para 240 leitos. Implantamos a oncologia para que os pacientes não precisassem mais viajar para tratamento. Implantamos UTIs, ampliamos a maternidade e realizamos milhares de atendimentos. O que eu quero saber é: o que o vereador já fez pela população?”, questionou.

Apesar das críticas, Ludmila afirmou que não possui qualquer problema pessoal com o parlamentar e disse que estaria disposta a unir forças em benefício da saúde pública.

“Se ele quiser ajudar, vamos fazer juntos. Vamos buscar recursos, lutar por uma UTI Neonatal e melhorar cada vez mais a assistência para a população. Estamos aqui para construir soluções”, afirmou.

“Nós não podemos criar um clima de medo. Não podemos fazer com que uma gestante chegue aqui pensando que não será bem atendida ou que seu bebê corre risco simplesmente por conta de discursos que geram insegurança. O nosso trabalho é acolher, humanizar e prestar assistência”, concluiu.

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