Gilmar Mendes manda prender novamente Monique Medeiros no caso Henry Borel

Ministro do STF aponta risco à investigação e descumprimento de decisão da Corte

O início do julgamento do caso Henry Borel, realizado nesta segunda-feira (23), foi interrompido após os advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior anunciarem que deixariam o plenário. A defesa solicitou a suspensão do júri, alegando não ter tido acesso completo às provas e apontando possíveis irregularidades no processo, principalmente em relação à cadeia de custódia de dados eletrônicos. Também foi pedido o desmembramento do caso, para que os réus fossem julgados separadamente.

A juíza Elizabeth Louro negou as solicitações, afirmando que os fatos estão interligados e devem ser analisados em conjunto.

Mesmo após o indeferimento, os advogados decidiram deixar a sessão, o que provocou a suspensão do julgamento. A magistrada avaliou a atitude como uma possível tentativa de interromper o andamento do processo e determinou o envio de ofício à Ordem dos Advogados do Brasil para apuração de eventual infração disciplinar.

Também foi solicitada comunicação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para avaliar os custos gerados com a realização da sessão, além do envio de informações ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, que já havia cobrado celeridade no caso.

Durante a audiência, a defesa de Monique Medeiros pediu a revogação da prisão preventiva, alegando excesso de prazo. O pedido foi aceito pela Justiça.

Com a suspensão, o julgamento foi remarcado para o dia 22 de junho de 2026. A Defensoria Pública foi designada para atuar na defesa de Jairinho, de forma provisória.

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