O Ministério Público da Bahia (MPBA) e a Polícia Civil passaram a atuar de forma integrada em um novo grupo voltado à recuperação de bens e valores ligados ao crime organizado no estado. A iniciativa foi criada na última quinta-feira (30) e tem como foco principal recursos oriundos do tráfico de drogas e de esquemas de lavagem de dinheiro.
Batizada de GTI/RA, a força-tarefa reúne promotores de Justiça e delegados especializados em investigação patrimonial e combate às organizações criminosas. A proposta é ampliar o rastreamento de imóveis, contas bancárias, veículos e outros ativos adquiridos com recursos ilícitos.
Segundo as instituições, a estratégia busca atingir financeiramente as facções criminosas, enfraquecendo a estrutura econômica que sustenta as atividades ilegais. A atuação do grupo pretende ir além das prisões e apreensões tradicionais realizadas em operações policiais.
O trabalho conjunto também deve intensificar medidas de bloqueio e recuperação de valores obtidos de forma ilegal, reforçando as ações de enfrentamento ao crime organizado na Bahia.
Apesar da parceria, o novo núcleo não atuará em casos de sonegação fiscal e crimes tributários, que seguem sob responsabilidade de outro comitê interinstitucional já existente no estado.


