Israel anuncia morte de líder do Hamas em ataque aéreo em Gaza

Izz Haddad, conhecido como “Fantasma”, era apontado por Israel como um dos principais comandantes militares do grupo palestino

Foto: Reprodução/ECFR

O Exército de Israel anunciou a morte de Izz Haddad, um dos principais líderes militares do Hamas, durante um ataque aéreo realizado na Faixa de Gaza. Segundo os militares israelenses, a ação foi “precisa” e atingiu diretamente o comandante, considerado um dos integrantes mais influentes da organização palestina.

O Hamas confirmou a morte de Haddad e informou que ele também estava acompanhado da esposa e da filha no momento do bombardeio. Em comunicado, o grupo destacou que o comandante tinha papel estratégico nas operações militares realizadas em Gaza.

Neste sábado, familiares, apoiadores e integrantes do Hamas participaram do funeral coletivo realizado na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, localizada na região central de Gaza.

Conhecido pelo apelido de “Fantasma”, Izz Haddad teria escapado de diversas tentativas anteriores de assassinato atribuídas a Israel. De acordo com autoridades israelenses, ele fazia parte da liderança do Hamas desde a década de 1980 e ocupava funções consideradas estratégicas dentro da ala militar do grupo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Haddad teve participação nos ataques realizados em 7 de outubro de 2023, episódio que desencadeou a guerra em Gaza.

Em nota conjunta divulgada pelo governo israelense e pelo Ministério da Defesa, Haddad foi acusado de envolvimento em mortes, sequestros e ataques contra civis e soldados israelenses.

Segundo Israel, ele assumiu o comando militar do Hamas em Gaza após a morte de Mohammad Sinwar, registrada em maio de 2025.

Além da operação que matou Haddad, novos bombardeios israelenses atingiram diferentes áreas da Faixa de Gaza entre sexta-feira e sábado. Médicos palestinos afirmam que ao menos dez pessoas morreram nos ataques, entre elas mulheres e uma criança.

Enquanto isso, as negociações indiretas entre Israel e Hamas seguem sem avanço. Os dois lados ainda divergem sobre o futuro da Faixa de Gaza no pós-guerra, mesmo diante das tentativas de mediação apoiadas pelos Estados Unidos e pelo presidente Donald Trump.

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