OpenAI anuncia medidas para proteger eleições de 2026 contra uso indevido de inteligência artificial

Empresa responsável pelo ChatGPT quer combater deepfakes, desinformação e campanhas automatizadas durante disputas eleitorais

© Getty Images

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (27) um plano de ações voltado à proteção da integridade das eleições de 2026 no Brasil e nos Estados Unidos.

A iniciativa busca combater o uso indevido de inteligência artificial em campanhas políticas, principalmente diante do avanço de deepfakes, conteúdos falsos e redes automatizadas de desinformação.

Segundo a empresa, o próximo ciclo eleitoral é considerado um dos mais sensíveis desde a popularização das ferramentas de IA generativa.

No Brasil, os eleitores irão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Já nos Estados Unidos acontecerão as eleições legislativas de meio de mandato.

O anúncio ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre o impacto da inteligência artificial no debate político e na circulação de informações falsas nas redes sociais.

Recentemente, partidos brasileiros acionaram o Tribunal Superior Eleitoral contra o perfil “Dona Maria”, personagem criada com inteligência artificial que reproduz a imagem de uma mulher crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ação questiona o uso de deepfake e propaganda eleitoral antecipada.

Como parte das medidas anunciadas, a OpenAI informou que firmou parceria com a Associated Press para fornecer resultados eleitorais verificados em tempo real dentro do ChatGPT.

Nos Estados Unidos, a empresa também terá integração com a organização Democracy Works, responsável por fornecer informações sobre locais de votação, cadastro eleitoral e prazos.

A OpenAI afirmou que o alerta sobre o uso político da inteligência artificial aumentou após as eleições de 2024, quando conteúdos manipulados por IA foram identificados em disputas políticas na Índia, Indonésia, México e Estados Unidos.

Entre as novas tecnologias anunciadas, a empresa destacou uma parceria com o Google para integrar ao ChatGPT o sistema SynthID, ferramenta que adiciona marcas d’água invisíveis em imagens geradas por inteligência artificial.

A companhia também informou que utilizará o padrão C2PA, tecnologia baseada em metadados e assinaturas criptografadas para identificar a origem e possíveis alterações em imagens.

Além disso, a OpenAI anunciou que manterá proibida a propaganda política dentro da plataforma durante o período eleitoral de 2026.

Segundo a empresa, o uso do ChatGPT para campanhas automatizadas de marketing político em larga escala continuará vetado. No entanto, ferramentas de IA seguirão liberadas para atividades internas das campanhas, como tradução de materiais, criação de resumos e organização de agendas.

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