A diretora executiva da Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus, Ludmila Reis, lamentou publicamente a morte da recém-nascida Ludmilla, que faleceu durante a transferência para uma unidade hospitalar em Feira de Santana. Durante pronunciamento, ela destacou o empenho da equipe médica no atendimento à bebê e voltou a defender a implantação de uma UTI Neonatal na região.
Segundo Ludmila Reis, a Santa Casa também é defensora da criação de uma unidade especializada para atendimento neonatal, mas ressaltou que a responsabilidade pela implantação e financiamento do serviço cabe aos governos federal, estadual e municipal.
“A bandeira por uma UTI Neonatal também é nossa. Há anos lutamos por esse equipamento, mas a Santa Casa é uma instituição filantrópica e não possui condições financeiras nem obrigação legal de implantar uma estrutura desse porte sozinha”, afirmou.
A diretora também rebateu críticas direcionadas à instituição e afirmou que a equipe médica atuou de forma intensa para garantir a assistência necessária à recém-nascida enquanto aguardava transferência.
“Todos nós corremos atrás da regulação da Ludmilla. A médica responsável passou a noite prestando assistência, realizando todos os procedimentos necessários e estabilizando a paciente para que ela pudesse ser transferida”, declarou.
Durante a fala, Ludmila Reis afirmou que a morte da bebê causou profundo impacto entre os profissionais da unidade e reforçou que a discussão deve servir para fortalecer a luta por investimentos na saúde neonatal da região.
O caso ganhou grande repercussão após familiares realizarem apelos públicos pedindo urgência na transferência da criança para uma unidade com UTI Neonatal especializada. A bebê chegou a ser regulada, mas não resistiu após ser encaminhada para atendimento em Feira de Santana.
A diretora destacou ainda que a implantação de uma UTI Neonatal em Santo Antônio de Jesus beneficiaria não apenas o município, mas toda a região do Recôncavo Baiano, reduzindo a necessidade de transferências de recém-nascidos em estado grave para outras cidades.
A morte de Ludmilla gerou forte comoção popular e reacendeu o debate sobre a necessidade de ampliação da rede de atendimento neonatal especializado no interior da Bahia.


