Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, cerca de 70 mil pessoas são internadas todos os anos na rede pública de saúde em decorrência desse tipo de acidente. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis.
De acordo com o cirurgião plástico Paulo Plessim, responsável pelo atendimento a queimados no HRSAJ, os primeiros minutos após o acidente são fundamentais para minimizar danos. A recomendação é lavar a área atingida com água corrente por aproximadamente 20 minutos, retirar acessórios que possam apertar a região em caso de inchaço, proteger o local com pano limpo ou gaze e buscar atendimento médico imediatamente.
O especialista também alerta para o perigo das receitas caseiras. Produtos como pasta de dente, manteiga, café, óleo e pomadas sem prescrição médica não devem ser aplicados, pois podem agravar as lesões e dificultar o tratamento.
Reforço para o período junino
Com o aumento dos acidentes envolvendo fogos de artifício, líquidos inflamáveis e ocorrências no trânsito durante o São João, o hospital já colocou em prática um plano especial de atendimento.
Segundo o diretor técnico da unidade, Antônio Carlos Assunção Neto, a expectativa é atender cerca de 1.200 ocorrências relacionadas ao período junino. Para isso, foram reforçados os estoques de insumos, medicamentos e materiais estratégicos, além do suporte nas áreas de emergência, centro cirúrgico e tratamento de queimados.
Referência regional
Desde 2011, o HRSAJ é referência no atendimento a pacientes queimados para uma população superior a 900 mil habitantes de 32 municípios da região.
A Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) dispõe de 21 leitos exclusivos, sendo 14 para adultos e sete pediátricos, além de estrutura especializada com sala de curativos, balneoterapia, brinquedoteca e equipe multiprofissional.
O hospital reforça que, em casos de queimaduras graves, a população deve procurar atendimento especializado o mais rápido possível para aumentar as chances de recuperação e reduzir o risco de sequelas.


