Governador defende limite para cachês no São João e comenta caso de Flávio José

Governador afirmou que medida não é direcionada a artistas específicos e busca garantir equilíbrio nos gastos das festas juninas

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou nesta quarta-feira (10) a repercussão envolvendo os valores pagos a artistas durante os festejos juninos e lamentou a possibilidade de o cantor Flávio José ficar fora da programação de cidades baianas neste ano.

A polêmica ganhou força após o artista afirmar que não realizará apresentações na Bahia em 2026, alegando ter sido surpreendido com a redução dos cachês e manifestando insatisfação com o tratamento recebido.

Ao abordar o tema, Jerônimo ressaltou a importância de Flávio José para a cultura nordestina e afirmou que a discussão sobre os valores contratados não tem como alvo artistas específicos.

“Flávio José é um cantor muito especial para nós do Nordeste e da Bahia”, declarou o governador.

Segundo Jerônimo, a iniciativa faz parte de uma ação conjunta envolvendo órgãos de fiscalização e controle, com participação de instituições como tribunais de contas, Poder Judiciário, Defensoria Pública e o Governo do Estado.

O governador destacou que os municípios continuam tendo autonomia para contratar grandes atrações, mas defendeu critérios que evitem a concentração excessiva de recursos públicos em apenas um artista.

“Ninguém está proibido de contratar shows grandiosos. Mas também não dá para imaginar que uma programação junina custe dois milhões e uma banda leve esse dinheiro”, afirmou.

Jerônimo acrescentou que o objetivo é preservar a tradição do São João, fortalecer a presença do forró nas festas e promover uma distribuição mais equilibrada dos investimentos realizados pelos municípios.

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