MP-BA deflagra Operação Parasita para investigar desvio de recursos no Hospital Geral de Eunápolis

Investigação apura suspeitas de fraudes em contratos, superfaturamento de notas fiscais, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro envolvendo a gestão do Hospital Geral de Eunápolis.

Foto: MPBA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Parasita, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à gestão do Hospital Geral de Eunápolis (HGE), localizado no extremo sul da Bahia.

Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Eunápolis. A operação tem como foco a apuração da atuação de uma suposta associação criminosa suspeita de fraudar contratos, emitir notas fiscais com valores superfaturados, desviar recursos públicos e ocultar a origem do dinheiro obtido de forma ilícita.

Segundo o MP-BA, foram apreendidos notebooks, aparelhos celulares, um tablet e diversos documentos que passarão por perícia e análise técnica. O material poderá auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos no esquema investigado.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Eunápolis.

De acordo com os promotores responsáveis pela investigação, as medidas cautelares foram solicitadas para preservar provas e garantir o avanço das apurações, evitando eventual destruição de documentos ou interferência na coleta de evidências.

O procedimento tramita sob sigilo judicial, e novas diligências poderão ser realizadas conforme o resultado da análise dos equipamentos eletrônicos e documentos apreendidos.

Ainda segundo o Ministério Público, o nome Operação Parasita faz referência ao suposto modo de atuação do grupo investigado, que teria se beneficiado indevidamente de recursos destinados à saúde pública, desviando verbas que deveriam ser aplicadas no atendimento à população.

As investigações continuam e, até o momento, o MP-BA não divulgou a identidade dos investigados nem informou se haverá novas fases da operação.

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