Os Estados Unidos oficializaram a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil. A medida, anunciada pelo governo do presidente Donald Trump, passa a valer na próxima quarta-feira (22) e faz parte de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
Segundo o governo norte-americano, a decisão foi tomada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que permite a adoção de medidas contra países acusados de manter práticas comerciais consideradas desleais.
Apesar da nova taxação, diversos produtos brasileiros foram incluídos em uma lista de exceções para evitar impactos no abastecimento e na indústria americana.
Veja os principais produtos isentos da tarifa
Entre os itens que não serão atingidos pela tarifa adicional de 25% estão:
- Carne bovina
- Café
- Laranjas e suco de laranja
- Petróleo bruto e gás natural
- Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais
- Produtos farmacêuticos
- Semicondutores
- Peixes e crustáceos
- Celulose de madeira
- Ferro-gusa
- Castanhas
- Mel orgânico
- Helicópteros
- Alguns minérios e produtos metálicos estratégicos
Segundo o governo americano, esses produtos foram excluídos da medida por serem considerados essenciais para a economia dos Estados Unidos ou por não haver produção suficiente no mercado interno.
Produtos que serão taxados
Já entre os principais produtos brasileiros que passarão a pagar a tarifa adicional de 25% estão:
- Etanol
- Máquinas agrícolas
- Vestuário
- Maquinário elétrico
- Calçados
- Ferramentas de jardinagem
- Equipamentos de mineração
- Papel
- Açúcar orgânico
- Bens de capital
- Produtos químicos
- Itens industriais processados
- Manufaturados em geral
A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, avalia que o impacto da medida sobre a economia brasileira deve ser reduzido, devido ao grande número de produtos que ficaram fora da nova cobrança.
A tarifa entra em vigor no dia 22 de julho e não será aplicada às mercadorias que já tiverem deixado o Brasil antes dessa data. O governo dos Estados Unidos também informou que a medida poderá ser revista ou suspensa caso as questões comerciais apontadas sejam solucionadas.





