Operação do MP-BA e PF mira grupo suspeito de fraudes contra a Caixa com prejuízo de R$ 424 mil em Salvador e Feira de Santana

Operação Versão Brasileira cumpre mandados na Bahia e investiga esquema de empréstimos fraudulentos, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro.

Uma associação criminosa suspeita de aplicar fraudes contra a Caixa Econômica Federal é alvo da Operação Versão Brasileira, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Polícia Federal (PF). Segundo as investigações, o esquema provocou um prejuízo superior a R$ 424 mil à instituição financeira.

A ação é coordenada pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), com apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal.

Mandados foram cumpridos em Salvador e Feira de Santana

Ao todo, a operação cumpre um mandado de prisão e três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.

O mandado de prisão foi cumprido contra um homem que já estava custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana. Já as buscas ocorreram em imóveis de três investigados, em Salvador.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias na Caixa e contratar empréstimos consignados em nome das vítimas. Após a liberação dos valores, o dinheiro era rapidamente transferido entre diversas contas e convertido em moeda estrangeira para dificultar o rastreamento.

Grupo poderá responder por diversos crimes

A investigação identificou, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias abertas com documentos falsificados para obtenção fraudulenta de empréstimos.

Por meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, a Polícia Federal conseguiu identificar integrantes da organização envolvidos na criação das identidades falsas, movimentação dos recursos e ocultação dos valores.

Segundo o MP-BA, o nome “Versão Brasileira” faz referência ao método utilizado pelo grupo, que criava uma espécie de identidade paralela das vítimas por meio de documentos adulterados e dados verdadeiros.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

O Voz da Bahia seguirá acompanhando o caso e divulgará novas informações sobre o andamento das investigações.

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