O Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 encerrou, neste domingo (26), seu ciclo de escutas em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, consolidando mais de 30 mil propostas apresentadas por moradores dos 27 territórios de identidade da Bahia. A iniciativa reuniu representantes da sociedade civil, movimentos sociais, lideranças e gestores públicos para discutir prioridades e sugestões que poderão subsidiar a elaboração do próximo programa de governo estadual.
Durante o encontro, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) destacou que as contribuições colhidas ao longo das plenárias servirão como base para a construção das futuras políticas públicas. Segundo ele, a chamada política do cuidado continuará sendo uma das diretrizes da gestão, ampliando o olhar para diferentes segmentos da sociedade.
Ao abordar o tema, o governador defendeu que o cuidado não se limite à oferta de serviços públicos, mas também contemple pessoas que dedicam suas vidas ao apoio de familiares, cuidadores e à proteção animal.
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“Uma coisa que eu peço é que a gente cuide de quem cuida”, afirmou.
A coordenadora do PGP, Roberta Sampaio, apresentou um balanço da iniciativa e ressaltou a ampla participação popular registrada durante o processo de escuta realizado em todas as regiões baianas. Segundo ela, o volume de propostas demonstra o envolvimento da população na construção das políticas públicas.
“Nós já temos mais de 30 mil propostas. Isso é um reconhecimento da nossa potência e da nossa responsabilidade com o povo da Bahia”, destacou.
Ainda de acordo com Roberta, o encerramento em Santo Antônio de Jesus teve significado especial por ocorrer no Recôncavo Baiano, região historicamente ligada aos movimentos sociais e à participação popular na construção política do estado.
Representando os movimentos sociais, a educadora popular Rosana Vieira afirmou que o programa fortaleceu o diálogo entre o governo estadual e a sociedade civil organizada. Para ela, iniciativas como o PGP contribuem para aproximar a população das decisões públicas e ampliar a participação dos territórios na formulação de políticas voltadas às demandas locais.
“Que esse projeto continue fortalecendo os movimentos sociais. A construção precisa continuar sendo coletiva, de mãos dadas com quem vive a realidade dos territórios”, afirmou.
Com o encerramento das escutas, o governo estadual inicia agora a etapa de sistematização das propostas apresentadas, que deverão subsidiar o planejamento das ações previstas para os próximos anos.





