As unidades especializadas da Polícia Civil voltadas ao atendimento de mulheres registraram 782.474 atendimentos ao longo de 2025, envolvendo diferentes formas de violência, como ameaças, lesões corporais, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio.
Os números integram o 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública na sexta-feira (7).
Mais de 329 mil mulheres atendidas
Segundo o levantamento, 329.451 mulheres foram atendidas nas 530 unidades que forneceram informações para a pesquisa, de um total de 585 unidades existentes. A quantidade de atendimentos supera o número de vítimas porque uma mesma mulher pode procurar os serviços policiais em diferentes ocasiões.
O Sudeste concentrou o maior número de mulheres atendidas, com 125.769 registros. Na sequência aparecem Nordeste, com 53.067; Centro-Oeste, com 43.662; Sul, com 21.087; e Norte, com 19.712.
Entre os estados, São Paulo liderou o levantamento, com 84.103 mulheres atendidas.
A ocorrência mais registrada foi o crime de ameaça, com 148.544 casos. Depois aparecem lesão corporal, com 99.473 registros, e injúria, com 88.739.
Crescimento da perseguição e violência psicológica
O diagnóstico também identificou aumento significativo em algumas modalidades de violência na comparação com os dados de 2023.
Os casos de perseguição chegaram a 52.855 registros, crescimento de 44,3%. Já as ocorrências de violência psicológica somaram 23.911, alta de 49,7% em relação ao levantamento anterior.
As unidades especializadas também registraram 302.626 pedidos de medidas protetivas de urgência durante o ano passado. Do total, 118.672 foram concedidos, segundo os dados apresentados no diagnóstico.
O levantamento contabilizou ainda 38.214 casos de descumprimento de medidas protetivas por parte dos agressores, evidenciando a necessidade de mecanismos permanentes de proteção e acompanhamento das vítimas.





