“Meu Pai Tem Nome”: Defensora detalha campanha com DNA gratuito para reconhecimento de paternidade em Santo Antônio de Jesus

Ação da Defensoria Pública será realizada no dia 17 de agosto, com exames de DNA gratuitos e orientações jurídicas.

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) realiza na próxima segunda-feira (17), em Santo Antônio de Jesus, a campanha “Meu Pai Tem Nome”, voltada ao reconhecimento de paternidade e à garantia de direitos. Em entrevista ao Voz da Bahia, a coordenadora da 6ª Regional da Defensoria, Dra. Bianca Fantinato, explicou como funcionará a ação e quem poderá participar.

Segundo a defensora, mais de 6 mil crianças foram registradas sem o nome do pai na Bahia entre janeiro e julho deste ano. Para ela, a ausência do reconhecimento pode afetar direitos relacionados à identidade, convivência familiar, pensão alimentícia, herança e benefícios previdenciários.

“Qualquer pessoa que não tenha o nome do pai registrado pode procurar a Defensoria.”, explicou Dra. Bianca.

Durante a ação, serão oferecidos exames de DNA gratuitos, orientações jurídicas e procedimentos de reconhecimento voluntário de paternidade. A Defensoria também atende casos de paternidade socioafetiva, quando a pessoa exerce a função de pai mesmo sem vínculo biológico.

Atendimento também para adultos e casos pós-morte

Dra. Bianca destacou que não existe limite de idade para buscar o reconhecimento de paternidade. Adultos, adolescentes e crianças podem procurar a Defensoria.

“Adultos ou crianças, a gente não tem limite de idade. É todo mundo que não tem o nome do pai registrado.”, afirmou.

Também será possível tratar de casos em que o suposto pai já morreu. Nestas situações, segundo a defensora, é necessário contar com familiares de primeiro grau do falecido para a realização do exame.

A ação acontecerá das 9h às 16h, na sede da Defensoria Pública em Santo Antônio de Jesus. Para o exame de DNA, é necessário comparecer com documentos pessoais e o suposto pai.

Nos casos em que o suposto pai se recusa a reconhecer a paternidade, a Defensoria pode encaminhar a questão à Justiça. Conforme explicou Dra. Bianca, o processo poderá prosseguir mesmo diante da recusa em realizar o exame, com a decisão baseada nas provas apresentadas.

A defensora também ressaltou que o reconhecimento vai além da inclusão do nome na certidão.

“Eu acho que esse direito à sua identidade, à sua origem biológica… é aquele que é mais forte.”, destacou Dra. Bianca, ao falar sobre os impactos do reconhecimento para a vida da pessoa.

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