Dois anos após a morte da calopsita Gringo, Bruna Freitas voltou a falar sobre o caso durante entrevista ao programa Meio-Dia e Meia, do Voz da Bahia. A Justiça condenou Fábio Silva Santana Santos por maus-tratos a animais com resultado morte e também por apropriação da ave, após se recusar a devolvê-la aos tutores.
A sentença foi publicada na quinta-feira (13) pelo juiz Fabiano Freitas Soares, da 2ª Vara Criminal de Santo Antônio de Jesus. Fábio foi condenado a 11 meses e 10 dias de detenção, em regime aberto, além de 45 dias-multa.
Durante a entrevista, Bruna afirmou que a decisão trouxe certo alívio após dois anos de espera, mas ressaltou que ainda não considera o caso encerrado.
“Eu senti um pouco de conforto. Mas não estou considerando que houve o fechamento ainda da história, porque a Justiça vai continuar”, afirmou.
Bruna também destacou o vínculo que mantinha com Gringo e rebateu comentários feitos à época que minimizavam o episódio por se tratar de uma ave.
“Não era apenas um passarinho. Acima de tudo, era uma vida e ele fazia parte da minha família”, declarou.
Segundo Bruna, o vídeo que registrou o episódio, o exame de raio-X e a necropsia tiveram papel importante no processo. Ela contou ainda que precisou rever as imagens durante a audiência e classificou o momento como emocionalmente difícil.
“Foi terrível para mim ter que assistir a esse vídeo de novo”, relatou.
Ao falar sobre o condenado, Bruna afirmou que sua intenção nunca foi buscar vingança, mas a responsabilização pelo ocorrido.
“Em nenhum momento eu quis vingança. Eu quis justiça, como continuo querendo justiça”, disse.
O caso aconteceu em Santo Antônio de Jesus, em 2024, e ganhou grande repercussão. Na época, o Voz da Bahia ouviu os envolvidos e acompanhou os desdobramentos do episódio.
O espaço permanece aberto para que a defesa de Fábio Silva Santana Santos se manifeste sobre a sentença e apresente sua versão acerca dos desdobramentos do processo.





