O Brasil já confirmou ao menos três casos de Febre do Nilo Ocidental, segundo informações divulgadas até o momento. Entre os registros, há uma morte em Santa Catarina. O estado de São Paulo confirmou dois casos, nas cidades de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, sendo os primeiros registros da doença no estado.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, os casos paulistas envolvem uma mulher de 34 anos, que recebeu alta após se recuperar, e uma jovem de 18 anos, que permanece internada.
Em Santa Catarina, uma idosa de 77 anos morreu após ser infectada pelo vírus.
O que é a Febre do Nilo Ocidental?
De acordo com o Ministério da Saúde, a Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, assim como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.
A principal forma de transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.
O ciclo da doença envolve principalmente aves silvestres, que podem atuar como fonte de infecção para os mosquitos. Humanos e equinos são considerados hospedeiros acidentais e não costumam contribuir para a continuidade da transmissão.
A infecção pode ocorrer sem sintomas ou provocar quadros de diferentes intensidades. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem algum sintoma.
Sintomas e casos graves
Nos quadros mais leves, podem surgir febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, náusea, vômito e dor nos olhos, além de alterações na pele e aumento dos gânglios linfáticos.
Em casos mais raros, a infecção pode atingir o sistema nervoso central e provocar meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente um em cada 150 infectados desenvolve doença neurológica grave. Nesses casos, podem ocorrer fraqueza muscular intensa, alterações do estado mental, convulsões e outras complicações neurológicas.
A prevenção envolve principalmente evitar a exposição a mosquitos, especialmente em áreas onde há circulação do vírus, além de adotar medidas para reduzir a presença de mosquitos e criadouros.
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