O senador Otto Alencar (PSD) comentou, nesta quinta-feira (27), as críticas feitas pela oposição ao sistema de regulação da saúde na Bahia. Durante entrevista coletiva em Santo Antônio de Jesus, acompanhada pelo Voz da Bahia, o parlamentar afirmou que os dados apresentados pela Secretaria da Saúde do Estado não confirmam a informação de 700 mortes relacionadas à regulação.
“Os indicadores que eu recebi da Secretaria de Saúde não correspondem àquilo que estão propagando. Recentemente houve uma propagação de 700 mortes. Não é verdade isso”, declarou Otto.
O senador defendeu que o tema seja tratado com responsabilidade e afirmou que a regulação é necessária para organizar o encaminhamento de pacientes para unidades com estrutura adequada. Segundo ele, o aumento da oferta de hospitais e leitos é fundamental para reduzir a distância entre os pacientes e os serviços especializados.
Otto citou que o Governo do Estado já inaugurou 15 hospitais de grande porte e possui outras oito unidades em construção, mencionando municípios como Serrinha, Jacobina e Paulo Afonso.
Otto critica proposta de “Pix” para a saúde
Ao comentar propostas apresentadas no debate sobre a regulação, Otto classificou como “estranha” e “inadequada” a ideia de um sistema de “Pix” para a saúde. O senador lembrou que o Estado já contrata serviços de hospitais privados por meio de credenciamentos e convênios.
Para Otto, a discussão sobre a regulação não deve ser utilizada para exploração política das dificuldades enfrentadas pelos pacientes “Não se pode fazer política na saúde, tem que fazer política de saúde. Politizar a dor das pessoas é uma coisa muito dolorosa para mim, que sou médico”, afirmou.
Durante a entrevista, o senador também fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao abordar a queda da cobertura vacinal no país. Segundo Otto, declarações contrárias às vacinas contribuíram para a redução da imunização e para o retorno de doenças controláveis por vacinação.
Ao defender a ampliação da rede, Otto destacou ainda a importância da atuação conjunta entre Estado e municípios, com postos de saúde, UPAs e hospitais municipais realizando os primeiros atendimentos e encaminhando os casos de maior complexidade por meio da regulação “Tem que aproximar mesmo o hospital para perto do paciente”, afirmou o senador.
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