Uma pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (9), aponta que 49,7% dos entrevistados têm pouca ou nenhuma confiança no Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 7 de setembro, com 1,5 mil pessoas.
Ao serem questionados sobre o nível de confiança na Corte, 21,3% responderam ter nenhuma confiança e 28,4% disseram ter pouca. Outros 31,2% afirmaram ter alguma confiança, enquanto 7,3% disseram ter muita. Não souberam responder 11,7%.
A pesquisa ocorre em meio à repercussão de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.
O caso é relatado pelo ministro André Mendonça, que determinou o levantamento do sigilo do material. Após a divulgação das mensagens, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suspeita de abuso de autoridade, utilizando um relatório da Polícia Federal como fundamento.
Mendonça questionou a produção e utilização do documento e afirmou que informações sobre sua atuação teriam sido reunidas de forma irregular.
Na terça-feira (8), o ministro determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão também envolveu o governo federal, já que Rodrigues é subordinado ao Executivo. O Planalto recorreu do afastamento.
Maioria relaciona caso ao STF e a ministro específico
Entre os entrevistados, 75,5% afirmaram já ter ouvido falar do caso envolvendo Moraes e Vorcaro. Outros 24,5% disseram não conhecer o episódio.
Entre aqueles que conheciam o caso, 18,2% consideraram que o problema envolve um ministro específico. Para 30%, a situação representa um problema do STF como instituição. Já 40,5% avaliaram que o episódio envolve tanto o Supremo quanto um ministro específico. Outros 11,3% não souberam responder.
A pesquisa também apresentou aos entrevistados a afirmação de que “os ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei”.
51,6% concordaram com a afirmação, enquanto 10,9% discordaram. Outros 23,9% não concordaram nem discordaram e 13,6% não souberam responder.
O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
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