Brasil bate recorde de empreendedores com CNPJ, aponta IBGE

Percentual de trabalhadores com registro formal chegou a 35% em 2025, segundo levantamento da Pnad Contínua

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O número de empreendedores brasileiros com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu o maior percentual da série histórica em 2025. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35% dos empreendedores tinham CNPJ, o equivalente a 10,7 milhões de pessoas.

O levantamento mostra que o Brasil tinha 30,6 milhões de empreendedores no ano passado, considerando empregadores e trabalhadores por conta própria. Desse total, aproximadamente 20 milhões, ou 65%, ainda não possuíam registro empresarial.

Os dados fazem parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (23). A pesquisa sobre empreendedorismo é realizada desde 2012, mas ficou sem levantamento em 2020 e 2021 devido à pandemia de covid-19.

Entre os empregadores, o nível de formalização foi ainda maior. Em 2025, 81,1% tinham CNPJ, mantendo a proporção acima de 80% registrada desde 2019.

Já entre os trabalhadores por conta própria, a formalização chegou a 27,1%, também o maior índice da série histórica. Em 2012, apenas 15% desse grupo possuía CNPJ.

A escolaridade também aparece relacionada aos níveis de formalização. Entre empreendedores com ensino fundamental completo e médio incompleto, 18,6% tinham CNPJ. Na parcela sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, o percentual ficou em 11%.

Por atividade econômica, comércio e reparação de veículos apresentaram a maior proporção de empreendedores formalizados, com 36,7%. Na sequência aparecem serviços, com 33,5%; indústria geral, com 22,8%; construção, com 14,8%; e agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 6,5%.

O levantamento também mostrou redução na participação em cooperativas. O percentual de empreendedores associados caiu de 6,3% em 2012 para 4,7% em 2025.

Entre os trabalhadores sindicalizados, a taxa ficou em 8,8%, equivalente a 9,1 milhões de pessoas. O índice era de 16,1% em 2012. Depois de chegar a 8,4% em 2023, passou para 8,9% em 2024 e permaneceu praticamente estável no ano seguinte.

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