A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Iceberg, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar na distribuição de drogas de alto valor e na movimentação de recursos provenientes do tráfico. Em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, foram cumpridos 12 mandados de prisão e três de busca e apreensão, com duas prisões realizadas durante a ação.
Além das prisões, os policiais apreenderam entorpecentes e outros materiais que serão encaminhados para análise. Segundo as investigações, o município fazia parte da rota utilizada pelo grupo para distribuir drogas na região.
Um dos investigados identificados em Santo Antônio de Jesus teria a função de buscar entorpecentes em Salvador para abastecer pontos de venda na cidade e em municípios vizinhos. A apuração também indica que a organização utilizava redes sociais e aplicativos de comunicação para negociar as drogas.
Os pagamentos eram realizados principalmente por meio de PIX, enquanto as entregas ocorriam de maneira discreta. Entre os entorpecentes comercializados estavam substâncias consideradas de alto valor, direcionadas principalmente a consumidores com maior poder aquisitivo.
A Operação Iceberg surgiu a partir de informações reunidas durante a Operação Gênesis. A partir desse material, os investigadores avançaram na identificação de fornecedores, distribuidores e pessoas ligadas à movimentação financeira do grupo.
Em todo o estado, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados. A medida faz parte da estratégia de atingir não apenas a distribuição das drogas, mas também a estrutura financeira utilizada pela organização criminosa.
A operação reúne equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Departamento de Inteligência Policial (DIP), Laboratório de Lavagem de Capitais (LAB-LD), Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), Departamento de Polícia do Interior (DEPIN), Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE), Departamento de Polícia Técnica (DPT) e unidades da Polícia Civil no interior.
As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo, além de possíveis fornecedores, destinatários das drogas e novas ramificações da organização criminosa.





