Doença que matou Lito Sousa, Creutzfeldt-Jakob tem 547 registros no Brasil

Doença rara e fatal levou à morte do influenciador e piloto Lito Sousa, aos 59 anos, 41 dias após o diagnóstico

Foto: Lito/Instagram

O Brasil registrou 547 pacientes com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) entre 2005 e 2021, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. No mesmo período, foram contabilizadas 1.576 notificações de casos suspeitos.

A doença voltou a ganhar atenção após a morte do influenciador e piloto Lito Sousa, aos 59 anos. Ele recebeu o diagnóstico 41 dias antes de morrer, na quinta-feira (1º). O velório está marcado para esta sexta-feira (2), em São Paulo.

A DCJ é uma enfermidade neurodegenerativa rara e fatal provocada por príons, proteínas que sofrem alterações e podem causar danos progressivos ao sistema nervoso. A doença pode provocar diferentes sintomas neurológicos, como perda de memória, mudanças nas capacidades cognitivas e na fala, dificuldade de coordenação motora e tremores.

A forma mais comum da doença é a chamada DCJ esporádica, que não está relacionada a uma causa conhecida. Os casos costumam ocorrer principalmente entre pessoas de 55 a 70 anos.

Uma das características da doença é a evolução rápida. Conforme informações do Ministério da Saúde, aproximadamente 90% dos pacientes diagnosticados morrem em até um ano. Atualmente, não existe tratamento comprovado capaz de interromper ou reverter a progressão da DCJ. O atendimento médico é direcionado principalmente ao controle dos sintomas e das complicações provocadas pela enfermidade.

No caso de Lito Sousa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia autorizado, em setembro, a importação excepcional do medicamento experimental ALN-6457, produzido nos Estados Unidos. Naquele momento, o remédio ainda não havia sido utilizado em seres humanos.

Apesar de ser uma doença grave, a DCJ é considerada muito rara. Também não existem evidências de que a forma mais comum da enfermidade seja transmitida de uma pessoa para outra.

A identificação precoce pode ser difícil devido à rapidez da evolução e à variedade de manifestações neurológicas. Por isso, a investigação médica considera os sintomas e diferentes exames para chegar ao diagnóstico.

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