A França adotou toques de recolher e restrições à circulação em áreas de Paris e de outras cidades após uma onda de violência durante protestos contra a situação da educação e o custo de vida. Os confrontos registrados no fim de semana deixaram pelo menos dois mortos, feridos graves e mais de 2 mil pessoas detidas, além de provocar incêndios e depredações.
Nesta terça-feira (20), o primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que as restrições contribuíram para manter a tranquilidade durante a noite anterior. Segundo ele, prefeitos e autoridades locais decidirão se novas medidas serão necessárias.
Na capital francesa, as limitações atingem regiões como a Place de la République e as proximidades do mercado Les Halles. Lyon, Marselha, Nice e outras cidades também adotaram restrições a aglomerações ou à circulação de menores.
Governo promete responsabilizar envolvidos
Durante os protestos, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes. Grupos encapuzados incendiaram e invadiram lojas e prédios públicos. Embora as autoridades afirmem que a maioria dos participantes tenha se manifestado pacificamente, a dimensão dos danos provocou críticas à resposta do governo.
O presidente Emmanuel Macron declarou que os responsáveis por saques e depredações serão responsabilizados e deverão reparar os prejuízos. Ele também prometeu realizar reuniões nesta semana para discutir medidas e ouvir as reivindicações dos manifestantes.
A crise aumenta a pressão política sobre o governo francês a cerca de seis meses da eleição presidencial. A preocupação também se estende a países vizinhos, onde manifestações relacionadas ao custo de vida vêm ganhando força.
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