A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e permite prolongar o uso de uma única inserção, reduzindo a necessidade de procedimentos para substituição do dispositivo. Mulheres que já utilizam o implante também poderão estender o período de uso até o novo limite, mediante orientação médica.
Segundo a Anvisa, a mudança foi baseada em estudos clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia e um perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos. No principal estudo apresentado à Agência, não foram registradas gestações durante o período adicional de utilização.
Implanon poderá ser inserido após parto ou aborto
Outra mudança aprovada pela Anvisa permite a inserção do Implanon imediatamente após o parto ou aborto, inclusive nos casos de interrupção da gestação durante o primeiro e o segundo trimestres.
A medida busca facilitar o acesso à contracepção e reduzir o risco de gestações não planejadas, especialmente entre mulheres que podem não retornar aos serviços de saúde após a alta hospitalar.
A avaliação considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que apontaram um balanço favorável entre benefícios e riscos.
Como funciona o Implanon?
O Implanon é um método contraceptivo hormonal inserido sob a pele, geralmente na parte interna do braço. Ele libera continuamente o etonogestrel, hormônio que atua principalmente inibindo a ovulação e tornando o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides.
A aplicação deve ser realizada por um profissional de saúde habilitado, assim como a retirada ou substituição do implante.
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