O Esporte Clube Vitória afirmou ser contrário à proibição das apostas esportivas no Brasil e alertou que a suspensão dos contratos de patrocínio com empresas do setor coloca as finanças do clube em risco. A situação foi apresentada pelo advogado André Sica, representante do Rubro-Negro, durante audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3).
Segundo Sica, o clube está há dois meses sem receber os valores previstos nos contratos e já enfrenta dificuldades para manter o planejamento financeiro durante a disputa da Série A do Campeonato Brasileiro.
Durante a audiência, o advogado destacou que o Vitória, por ser um clube nordestino com menor capacidade financeira em comparação às equipes de maior investimento, depende dessas receitas para equilibrar as contas.
Sica também comentou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o futebol brasileiro existia antes das apostas esportivas. O representante reconheceu o argumento, mas ressaltou que a interrupção dos pagamentos afeta diretamente a realidade financeira do Rubro-Negro.
O advogado ainda chamou atenção para a situação esportiva da equipe, que está a dois pontos da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
“O problema especificamente do Vitória é como o time vai chegar ao final deste ano sem as bets”, afirmou. Ele acrescentou que o clube já sente os efeitos da falta de repasses e que a situação representa um risco para as finanças da instituição.
A audiência no STF discutiu os impactos da medida provisória relacionada às apostas esportivas e reuniu representantes de diferentes setores para avaliar as consequências da possível proibição da atividade no país.
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