O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (3), durante as eleições de meio de mandato no país, que pretende encerrar o acordo de cooperação de segurança com Israel, que prevê o envio anual de US$ 3,8 bilhões ao aliado.
A declaração ocorre em um momento em que democratas questionam os gastos do governo americano com guerras no Oriente Médio e defendem que os recursos sejam destinados a áreas como saúde e educação.
O fim do financiamento a Israel também se tornou tema de campanha para uma nova geração de democratas que disputam vagas no Senado, entre eles Abdul El-Sayed, no Michigan, e James Talarico, no Texas.
“Vamos ajudar Israel se eles precisarem. Israel é o nosso número um, damos a eles mais do que a qualquer outro país, e eles não precisam mais disso. Se precisassem, eu daria para manter”, afirmou Trump em entrevista ao programa Fox & Friends.
O acordo entrou em vigor em 2019, mas foi assinado ainda durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Atualmente, Israel utiliza os recursos para adquirir armamentos fabricados nos Estados Unidos. Mesmo sem o financiamento, o país poderá continuar comprando equipamentos militares americanos com recursos próprios.
Segundo Trump, as críticas de democratas à política americana de apoio a Israel motivaram a decisão de interromper os pagamentos.
“A esquerda usa esse pagamento de US$ 4 bilhões como um símbolo de injustiça, não podemos permitir que isso aconteça. Por que deveríamos continuar suportando ataques de pessoas como El-Sayed se eles [Israel] não precisam mais disso?”, questionou.
Eleições podem alterar equilíbrio no Congresso
As eleições de meio de mandato podem modificar a composição do Congresso americano e afetar a capacidade de Trump de aprovar projetos. Pesquisas citadas no levantamento apontam vantagem dos democratas na disputa por maioria na Câmara e no Senado.
Estão em jogo 35 das 100 cadeiras do Senado e todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes. Caso os republicanos percam a maioria nas duas casas, o presidente poderá enfrentar maior resistência da oposição para avançar com sua agenda legislativa.
Segundo o agregador de pesquisas PollsterGraph, em levantamento atualizado no domingo (1º), 52,7% dos eleitores demonstravam intenção de votar no Partido Democrata, enquanto 43,7% indicavam preferência pelos republicanos.
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