A desembargadora baiana Sandra Inês Rusciolelli e o filho, Vasco Rusciolelli, tiveram a prisão determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi assinada na quinta-feira (5) pelo ministro Og Fernandes, após o Ministério Público Federal apontar indícios de que os dois saíram do país para evitar o cumprimento das penas por envolvimento em um esquema de comercialização de decisões judiciais.
Além das ordens de prisão, o ministro determinou o acionamento da Polícia Federal e da Interpol para inclusão dos nomes na Difusão Vermelha, mecanismo utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça em diferentes países. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles neste sábado (7).
A saída do Brasil teria ocorrido em setembro. Conforme dados apresentados pelo MPF, Sandra embarcou em 21 de setembro com destino a Lisboa, em Portugal. A viagem também foi confirmada em um ofício da Polícia Federal encaminhado ao STJ.
A Procuradoria apontou ainda que, em agosto, mãe e filho informaram à Justiça um novo endereço residencial. No mês seguinte, porém, um oficial de Justiça tentou localizá-los no imóvel e não conseguiu. Para o MPF, a viagem ao exterior e a ausência no endereço comunicado indicam uma possível tentativa de escapar da aplicação das penas.
A ida dos dois para Portugal já havia sido noticiada pela coluna Metropolítica, do Metro1, na sexta-feira (6). A publicação também levantou a possibilidade de ambos possuírem cidadania portuguesa, condição que poderia influenciar um eventual processo de extradição. Antes da condenação, não havia restrição que impedisse a desembargadora de viajar ao exterior, embora fosse necessária autorização do STJ para mudança de endereço.



