‘Abre um perigoso precedente’, diz primeira colocada de lista tríplice da UFRB

Foto : Reprodução/Facebook

Primeira colocada na lista tríplice enviada à Presidência para o cargo de reitora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), a professora Georgina Gonçalves dos Santos divulgou uma carta aberta em que afirma que a nomeação do terceiro colocado, Josué Souza dos Santos (veja aqui)abre um precedente perigoso para as instituições de ensino.

“De posse dessa notícia que, abre um perigoso precedente na vida democrática, não apenas das universidades públicas, mas das instituições de modo geral, e que fere de morte nossa autonomia construída com muito esforço, ao longo da curta história do ensino superior brasileiro, é que me dirijo aos diferentes segmentos de nossa sociedade, para agradecer a confiança depositada em mim, para dar continuidade ao projeto acadêmico, pedagógico, científico, cultural e político da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia”, afirma a docente, em carta lançada nas redes sociais.

No mesmo comunicado, ela defende que o nome do professor Josué Souza seja aceito, por estar “unificado” com o defende para a condução dos destinos da universidade.

“Entretanto, pela gravidade da decisão adotada pelo MEC não podemos minimizar o que ocorreu. A pergunta é: por que não foi respeitado o desejo da comunidade da UFRB? Por que o governo brasileiro interferiu na normalidade institucional nomeando o terceiro indicado? Não podemos ser ligeiros ou precipitados nessa análise mas sim, investirmos todo nosso esforço de compreensão para entender o que aconteceu. Racismo? Homofobia? Misoginia? Nenhuma ingenuidade nos será perdoada”, diz a professora. 

Nomeação

A nomeação saiu na edição de ontem (1º) do Diário Oficial da União (DOU). O docente terá de ir a Brasília para tomar posse no Ministério da Educação (MEC) para assumir o cargo oficialmente.

Santos vai suceder Silvio Luiz Soglia, que deixou o cargo no último dia 15.  Segundo a Lei, o presidente pode nomear qualquer um dos três nomes apresentados, sem apresentar justificativa para o nome escolhido. No entanto, a escolha pelo primeiro colocado era uma tradição adotada desde o primeiro governo Lula.

(Metro 1)