A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que deve anunciar, nas próximas semanas, uma decisão sobre o registro de dois medicamentos à base de semaglutida — substância usada no tratamento do diabetes e também associada à perda de peso. A expectativa do setor é que a chegada de novas opções aumente a concorrência e ajude a reduzir os preços.
A patente da semaglutida expira em 20 de março, mas ainda não há produtos concorrentes liberados para venda no país. Um dos pedidos em avaliação foi apresentado pela farmacêutica EMS. O outro começou com a Momenta, empresa ligada ao grupo Eurofarma, e depois foi transferido para a Ávita Care.
Hoje, a Eurofarma já participa desse mercado por meio de uma parceria firmada em 2025 com a Novo Nordisk, responsável por marcas conhecidas do público. Enquanto isso, a Anvisa rejeitou, em dezembro, a autorização para um medicamento com liraglutida solicitado pela Megalabs.
Outro destaque do segmento é a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, cuja patente segue válida até 2036. Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou a tramitação urgente de um projeto que propõe a quebra dessa patente — tema que gera debates entre a indústria farmacêutica e o governo.
Atualmente, existem 14 pedidos de registro de produtos com semaglutida e outros sete com liraglutida em análise. Nenhum deles é classificado como genérico, categoria que exige preço pelo menos 35% menor que o medicamento de referência. Ainda assim, especialistas avaliam que novas marcas podem tornar os tratamentos mais acessíveis.
Em 2025, o governo federal chegou a pedir prioridade na avaliação de 20 medicamentos voltados ao emagrecimento. A Anvisa afirmou, porém, que estabeleceu um limite para análises aceleradas, buscando evitar impactos em outras demandas e reduzir o risco de desabastecimento, além de incentivar etapas de produção no Brasil.





