Aplicativo permitirá que mulheres peçam medida protetiva diretamente pelo celular na Bahia

Ferramenta do Tribunal de Justiça busca agilizar pedidos de proteção em casos de violência doméstica

Crianças que recebem educação sexual estão mais preparadas para rejeitar abusos, diz Maria América UngarettiElza Fiúza/Agência Brasil

Mulheres vítimas de violência doméstica na Bahia passarão a contar com um novo recurso digital para solicitar proteção judicial. O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) apresenta nesta segunda-feira (9) o aplicativo TJBA Zela, criado para facilitar o pedido de medidas protetivas de urgência de forma rápida e online.

O lançamento está previsto para as 14h e faz parte da programação da Semana da Mulher promovida pelo tribunal.

Com a nova ferramenta, mulheres em situação de violência poderão acionar a Justiça diretamente pelo celular. Para utilizar o serviço, será necessário acessar o aplicativo com uma conta gov.br, em qualquer nível de verificação.

Após o login, a usuária poderá preencher um questionário simplificado, relatando o caso e indicando qual tipo de proteção precisa.

O sistema também permite anexar provas, como áudios, vídeos, fotos e capturas de tela que ajudem a comprovar a situação de violência.

Depois do envio, o pedido será encaminhado a um magistrado responsável, que deverá analisar a solicitação dentro do prazo legal de até 48 horas.

O aplicativo também oferece a opção de cadastrar até três pessoas de confiança, chamadas de guardiões. Caso a usuária acione ajuda emergencial, esses contatos recebem um alerta via WhatsApp.

Outra função disponível é um botão de ligação direta para o número 190, da Polícia Militar da Bahia, indicado para situações de risco imediato.

O tribunal ressalta que o pedido de medida protetiva pelo aplicativo não substitui o registro de boletim de ocorrência em uma delegacia.

Disponível para celulares Android e iOS, o TJBA Zela também reúne contatos de delegacias especializadas, unidades judiciais e serviços da rede de proteção às mulheres no estado.

A iniciativa integra a 32ª edição da campanha nacional Justiça pela Paz em Casa, coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que busca fortalecer ações de combate à violência doméstica no país.

google news
senac