O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (5) a retirada do país da Organização Mundial da Saúde (OMS). A decisão foi confirmada por Manuel Adorni, porta-voz do presidente Javier Milei, durante coletiva de imprensa na Casa Rosada.
A medida segue um movimento semelhante ao adotado pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump.
Segundo Adorni, Milei instruiu o ministro das Relações Exteriores, Gerardo Werthein, a oficializar a saída devido a divergências sobre a gestão sanitária durante a pandemia da Covid-19.
- “Não dê nem água” Prefeitura de Jaguaripe lança campanha de alerta contra o mosquito da dengue
- Rogério Marinho anuncia candidatura à presidência do Senado e deve enfrentar Alcolumbre
- Jerônimo Rodrigues afirma que base aliada disputará Prefeitura de Salvador em 2028 e cobra investigação sobre ônibus: "Isso é um crime federal"
“A OMS e o ex-presidente Alberto Fernández levaram o país ao maior confinamento da história da humanidade e à perda de independência diante de influências políticas de alguns estados”, criticou o porta-voz.
Adorni enfatizou que a Argentina não depende de financiamentos da OMS e que a saída não prejudicará os serviços de saúde. “Pelo contrário, dá ao país maior flexibilidade para implementar políticas adaptadas ao nosso contexto e reafirma nossa soberania em questões de saúde”, afirmou.
A decisão faz parte de uma série de possíveis mudanças diplomáticas do governo Milei, que já anunciou a intenção de deixar o Mercosul para buscar um acordo bilateral com os Estados Unidos.



