Após quatro meses de demissões, Brasil cria 131 mil vagas formais de emprego em julho

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Foto: Rafael Neddermeyer /Fotos Públicas

O Brasil voltou a gerar empregos com carteira assinada em julho, quando o saldo líquido somou 131.010 vagas abertas, informou nesta sexta-feira (21) o Ministério da Economia.

No mês passado, foram contratados 1.043.650 trabalhadores formais, e demitidos 912.640.

A programação inicial do governo era de que o resultado seria publicado somente na quinta-feira da semana que vem (27), mas a divulgação foi antecipada pela área econômica.

A evolução positiva do emprego formal se dá após quatro meses de queda, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com dados oficiais, esse também foi o melhor resultado, para este mês, desde 2012, quando foram contratados 142.496 trabalhadores com carteira assinada. Ou seja, foi o melhor julho em oito anos.

No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo informações do Ministério da Economia, as demissões superaram as contratações em 1,092 milhão de empregos formais.

As demissões refletem o impacto da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho brasileiro, que está empurrando a economia mundial para uma forte recessão. No Brasil, estimativa mais recente dos economistas dos bancos é de uma queda de 5,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou do início da transmissão pela internet em que representantes do governo comentaram os dados do Caged. Ele classificou o resultado de julho de “extraordinário” e disse que ele mostra que o Brasil está retomando o crescimento.

“Isso é uma notícia extraordinária, depois de três meses de destruição líquida de emprego. E aumentamos o ritmo de criação de emprego na economia”, afirmou.

Segundo o ministro, os dados confirmam a hipótese do governo de que o PIB do Brasil não iria cair tanto quando o estimado por bancos e organismos internacionais, e que a retomada do crescimento no país será em “v”, mas com um retorno de crescimento mais lendo porém seguro. (G1)