Ativistas LGBTQIA+ denunciaram terem sido impedidos pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados de realizar um ato simbólico em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, neste domingo (28), data em que é celebrado o Dia do Orgulho LGBTQIA+.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, cerca de 20 integrantes de movimentos sociais pretendiam estender uma bandeira com aproximadamente 50 metros de comprimento no gramado localizado em frente ao Congresso Nacional. No entanto, o grupo foi abordado por agentes da Polícia Legislativa logo após o início da manifestação.
De acordo com os participantes, a abordagem ocorreu com a presença de viaturas e agentes de segurança. Os manifestantes afirmam que, diante da situação, se ajoelharam para demonstrar que estavam desarmados e que o ato possuía caráter pacífico.
Um dos participantes, Michel Platini, explicou que a bandeira representava o orgulho e a resistência da comunidade LGBTQIA+ diante dos episódios de violência e discriminação enfrentados pela população. Segundo ele, os policiais alegaram que a manifestação não possuía autorização para ocorrer no local.
Os organizadores, entretanto, sustentam que o pedido de autorização foi realizado na semana anterior e que a comunicação sobre o ato teria sido feita com mais de 24 horas de antecedência, conforme previsto para manifestações pacíficas.
“O ato foi reprimido sem justificativa. Eles não pararam os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, mas nos impediram porque estávamos com uma bandeira”, declarou Michel Platini ao comentar a ocorrência.
Após o episódio, representantes do Grupo Estruturação e do Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal informaram que pretendem protocolar uma representação junto à Câmara dos Deputados para solicitar a apuração da conduta dos agentes envolvidos.
O deputado distrital Fábio Felix, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, também anunciou que solicitará esclarecimentos oficiais sobre a atuação da Polícia Legislativa.
O caso reacendeu o debate sobre o direito à livre manifestação e a realização de atos públicos em espaços institucionais, especialmente em datas simbólicas ligadas à defesa dos direitos humanos e da diversidade.





