O Bahia, invencível há 12 jogos, tentando deixar o empate para trás e finalmente começar a vencer no Brasileirão em 2025. O Cruzeiro tentando deixar as últimas duas rodadas e os últimos quatro jogos sem vencer para trás e voltar a sair bem de campo como no primeiro jogo. Ambos os times disputando a quarta rodada em campo, no Mineirão, às 21h30. No final, saiu feliz a Raposa, coroada com merecido placar de 3 a 0 em cima do Esquadrão.
No primeiro tempo, a diferença foi grande. O Cruzeiro levou os mais de 50 minutos com superioridade clara em relação ao Bahia, criando mais chances e chutando mais a gol frente a um tricolor desorganizado essencialmente no meio de campo. Com despedida de Ronaldo por lesão no início do jogo após defender um pênalti, o Bahia só teve uma finalização com Jean Lucas, sem perigo algum. Já a Raposa conseguiu converter – com uma pintura de fora da área, Lucas Romero marcou no último minuto, fechando com chave de ouro uma pressão muito bem feita ao longo de toda a primeira etapa.
A segunda etapa veio para consagrar o triunfo merecido do Cruzeiro. Já aos 19 minutos, o plano de abaixar a linha para priorizar contra-ataques surtiu efeito, e deixou Kaio Jorge em vantagem para correr na direção de Marcos Felipe e finalizar direto no gol. Aos 30 minutos, ele de novo – na entrada da área, um chute colocado de Kaio balançou mais uma vez a rede tricolor. Mais um ponto para o time que disputou cada bola nos 90 minutos em campo, e a primeira derrota para o Bahia que não conseguiu reagir para alcançar o conhecido e confortável empate que já vinha virando costume.
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Pênalti perdido, elenco nada abalado. Não levou nem um minuto até que o Cruzeiro abrisse uma excelente chance com Wanderson, que acabou batendo para fora, mas aumentou a pressão. Em seguida, um ataque de Kaio Jorge acabou prenunciando mais uma angústia na conta do torcedor tricolor. Depois de uma chateação com Ronaldo pelo pênalti causado e uma alegria pela penalidade defendida, veio a angústia de talvez perder seu goleiro titular nos últimos sete jogos, quando na defesa da bola de Kaio Jorge, o defensor sentiu a posterior da coxa. De carrinho médico, ele deixou o campo e devolveu o espaço a Marcos Felipe, que não defendia o Esquadrão desde o Ba-Vi da final do Baianão.
De volta à equipe, Marcos Felipe não demorou a lembrar a torcida da qualidade que tem. Aos 48 minutos, o goleiro defendeu um bom cabeceio de Fabrício Bruno, mas a alegria tricolor durou muito pouco. Três minutos depois, uma pintura de Lucas Romero foi de fora da área direto no gol, abrindo o placar no cantinho e com muita beleza para a Raposa. Um a zero merecido para o Cruzeiro após um primeiro tempo excelente e recheado de finalizações, e também para o Bahia, que jogou em inferioridade clara, sem chutar a gol e com grande desorganização no meio de campo.
Na volta do intervalo, a esperança de um Bahia capaz de virar o jogo não demorou a se perder entre a pressão taticamente organizada do Cruzeiro. Abaixando cada vez mais a linha de frente para conseguir contra-ataques rápidos, o plano funcionou com Kaio Jorge, que saiu à frente de todo o Esquadrão e finalizou cara a cara com Marcos Felipe. Mais um gol, e mais pressão em cima do Bahia que se vê cada vez mais dividido entre segurar a defesa e subir o ataque para conseguir alguma competitividade no jogo.
Em superioridade, o objetivo passou a ser não deixar o Esquadrão respirar na melhor atuação do Cruzeiro no Brasileirão, e talvez na temporada, até aqui. Aos 30 do segundo tempo, Kaio Jorge converteu mais uma vez, dessa vez chutando colocado na entrada da área para enterrar de vez a esperança de virada tricolor. Uma reação até foi esboçada por Erick Pulga pouco tempo depois, passando por três na defesa do Cruzeiro e mandando uma bola bonita pelo lado da área, mas passando logo acima do gol.
Ganhou quem jogou mais, e saiu de campo sem a meta atingida a equipe que tentou menos. Agora, ainda com três pontos na tabela, o Bahia se encontra em décimo oitavo, abaixo da abertura da zona de rebaixamento, e dependendo do resultado contra o Ceará na próxima segunda-feira (21) para se sentir um pouco mais vivo no Brasileirão após o início de sonho que viveu na temporada passada.
FICHA TÉCNICA
Cruzeiro 3 x 0 Bahia – 4ª rodada do Campeonato Brasileiro
Cruzeiro: Cássio; Fagner (William), Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Romero (Walace), Lucas Silva, Christian (Dudu) e Matheus Pereira; Wanderson (Eduardo) e Kaio Jorge (Gabriel). Técnico: Leonardo Jardim.
Bahia: Ronaldo (Marcos Felipe), Santiago Arias (Gilberto), Fred Lippert, Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre, Erick (Everton Ribeiro), Jean Lucas e Cauly (Ademir); Erick Pulga e Willian José (Lucho Rodríguez). Técnico: Rogério Ceni.
Local: Mineirão
Gols: Lucas Romero, aos 51 minutos do primeiro tempo, e Kaio Jorge, aos 19 e aos 30 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Erick, Santiago Arias (Bahia), William, Kaio Jorge, Wanderson, Christian e Fabrício Bruno (Cruzeiro)
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza (SP), assistido por Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Daniel Luis Marques (SP). Yuri Elino Ferreira da Cruz (RJ) é o quarto árbitro.
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)


