Bahia registra mais de 6 mil crianças sem o nome do pai no primeiro semestre

Defensoria Pública oferece exames de DNA e serviços gratuitos para facilitar o reconhecimento da paternidade

Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Mais de 6 mil crianças foram registradas sem o nome do pai na Bahia nos primeiros seis meses de 2026. Os dados são da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e chamam atenção para a quantidade de famílias que ainda enfrentam dificuldades para formalizar o vínculo de paternidade.

Diante desse cenário, a Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) promove a campanha “Meu Pai Tem Nome”, iniciativa que oferece gratuitamente serviços voltados ao reconhecimento da filiação.

Campanha oferece exame de DNA gratuito

A ação disponibiliza exames de DNA, reconhecimento voluntário de paternidade biológica e socioafetiva, além de orientação jurídica para quem busca regularizar a situação familiar.

Segundo a Defensoria, entre janeiro e julho deste ano já foram realizadas 1.089 coletas para exames de DNA em diferentes municípios baianos. O resultado representa aproximadamente 70% de todas as coletas realizadas pela instituição durante 2025.

A proposta é facilitar o acesso da população aos procedimentos necessários para estabelecer ou reconhecer oficialmente os vínculos de filiação.

Vitória da Conquista recebe atendimento

Em Vitória da Conquista, a campanha terá uma edição especial no dia 14 de agosto, das 8h às 12h, no Centro Cultural Glauber Rocha.

A programação também será realizada nos municípios de Guanambi e Poções, ampliando o alcance da iniciativa no interior do estado.

Além do reconhecimento da paternidade biológica, a campanha também contempla casos de paternidade socioafetiva, permitindo a regularização de vínculos familiares construídos por meio da convivência e do afeto.

Objetivo é garantir o direito à filiação

A Defensoria Pública destaca que o reconhecimento da filiação pode contribuir para a garantia de direitos e para a regularização de documentos e vínculos familiares.

A campanha atende não apenas crianças e adolescentes, mas também adultos que buscam esclarecer ou formalizar sua relação de filiação.

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