A esposa do suspeito, que ainda mora em Salvador, contou em depoimento que o homem costumava sair de casa de madrugada e mudava de comportamento quando fazia uso de drogas.
Em entrevista à rádio CBN Goiânia, ela relatou que Rildo dizia carregar o “peso de almas” e que não suportava “arrastar corpos”. A família afirmou estar abalada com as acusações e chegou a quebrar uma televisão para evitar que a mãe do suspeito acompanhasse as notícias.
Como agia
De acordo com as investigações, Rildo sequestrava mulheres em Goiás e as levava a terrenos baldios, onde cometia os assassinatos. Para se aproximar das vítimas, utilizava um uniforme de gari.
A última vítima identificada foi Elisangela Silva de Souza, de 26 anos, também baiana, que desapareceu a caminho do trabalho e teve o corpo encontrado em um terreno baldio no dia 11 de setembro. Câmeras de segurança flagraram o suspeito caminhando ao lado dela instantes antes do crime.
Outras acusações
Segundo o delegado responsável pelo caso, Rildo também é investigado por feminicídio, furto, ocultação de cadáver, latrocínio e tentativa de estupro. A polícia afirma que ele demonstra frieza e plena consciência de seus atos, sem sinais de doença mental.
Na Bahia, Rildo é suspeito de outros crimes, como o estupro de uma mulher em setembro de 2024, o assalto a uma sorveteria e um homicídio brutal em Salvador, onde a vítima foi morta com golpes na cabeça e teve o corpo ocultado com pedras.
Serial killer?
A polícia avalia a possibilidade de enquadrar Rildo como serial killer, já que ele teria matado três ou mais vítimas com um padrão de comportamento — mulheres, abordadas de forma semelhante e mortas em circunstâncias parecidas.





