O BTG Pactual suspendeu todas as operações via Pix na manhã deste domingo (22) após identificar uma invasão em seus sistemas. A medida foi adotada como forma preventiva para conter possíveis danos e permitir a apuração completa do incidente.
De acordo com informações de mercado, o ataque cibernético pode ter causado um prejuízo estimado em cerca de R$ 100 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 80 milhões já teriam sido bloqueados ou recuperados, enquanto cerca de R$ 20 milhões ainda estariam sob investigação.
Em nota oficial, o banco afirmou que a decisão de interromper o serviço faz parte dos protocolos de segurança e buscou tranquilizar os clientes. Segundo a instituição, não houve acesso a contas bancárias nem vazamento de dados pessoais.
“O banco esclarece que não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto. A segurança das informações é nossa prioridade máxima.”
O caso se soma a outros episódios recentes envolvendo o sistema Pix. Apenas em março de 2026, já foram registrados três incidentes relevantes.
Entre eles, falhas de segurança apontadas pelo Banco Central do Brasil em sistemas do Ministério Público de Goiás e da financeira Pefisa.
O próprio BTG já havia enfrentado um episódio semelhante em 2024, quando um vazamento expôs dados cadastrais de mais de 8 mil chaves Pix. Desta vez, no entanto, o foco do ataque teria sido financeiro, com tentativa de desvio de recursos, e não apenas obtenção de informações.
O banco segue investigando a origem e o alcance da invasão, enquanto mantém parte dos serviços restritos. Ainda não há previsão oficial para a normalização completa das operações via Pix.
Especialistas alertam que, apesar dos avanços em segurança, o crescimento do uso de pagamentos digitais também amplia o interesse de criminosos em explorar vulnerabilidades no sistema financeiro.


