O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) acusou uma servidora do município de Camaçari, identificada como Kelly Lagos Santos Farias, de cometer improbidade administrativa ao se candidatar e ser aprovada em concurso público da prefeitura, em 2010.
Kelly foi membro da comissão organizadora da seleção. Segundo a ação ajuizada nesta quarta-feira (2), pelo promotor de Justiça Everardo Yunes, a servidora foi nomeada para o cargo de técnica de atividade tributária. Ela ocupa a vaga até hoje.
Everardo apontou ainda que a nomeação de Kelly Santos é nula pois ela também não atende “todo os requisitos necessários à assunção do cargo”, já que não possui registro no respectivo conselho de classe, no caso o Conselho Regional de Administração (CRA).
- João Roma critica PT, comenta caso Jaques Wagner e diz que pesquisas mostram desejo de mudança na Bahia
- Plantão Integrado dos Direitos Humanos intensifica fiscalização de fogos durante o São João em Santo Antônio de Jesus
- Bahia registra 54 casos de queimaduras no São João; criança de 2 anos ferida em Cruz das Almas é transferida para Salvador
A acusação solicita à Justiça que Kelly Santos seja condenada a perder a função pública, os direitos políticos por cinco anos e o pagamento de multa por ter desrespeitado a proibição prevista nas regras do concurso.
“Torna-se inadmissível a participação de um próprio candidato”, disse Yunes. O promotor destacou na ação que não procede o argumento da servidora de que gozava de licença maternidade, no período entre 21 de junho e 17 dezembro de 2009, quando participou da comissão. “Apenas em 19 de janeiro de 2010 os membros da comissão realizaram a primeira reunião. Constata-se que a acionada já havia retornado da licença maternidade quando se iniciaram os atos preparatórios do concurso”, afirmou o promotor. (Bahia Notícias)





