Câncer e consumo de álcool

Durante a pandemia, a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) observou um aumento de 40% nas vendas de bebidas alcoólicas. As motivações para beber são inúmeras: celebrar, festejar e até mesmo “afogar” as mágoas, estresse, ansiedade, preocupação.
O consumo precisa ser responsável, já que o abuso traz muitos malefícios para o corpo. Além de depressor, o álcool está relacionado ao desenvolvimento de diversas doenças, inclusive o câncer. Tumores de boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado e intestino são mais comuns entre usuários de álcool.
A verdade é que mesmo baixas doses são tóxicas para o organismo — embora o exagero seja muito mais prejudicial. Não existe quantidade segura para o corpo. O álcool e os subprodutos de seu metabolismo, como o acetaldeído, podem ser classificados como carcinogênicos.
O álcool causa danos ao corpo especialmente de três maneiras.:
Provocando dano celular, quando ingerimos álcool, o corpo o transforma em acetaldeído, uma substância química que pode causar danos às células e até impedir que elas reparem os prejuízos causados.
Outra forma são as alterações hormonais, já que o álcool aumenta os níveis de alguns hormônios, como estrogênio e insulina. Esses níveis mais altos podem fazer com que as células se dividam com mais frequência, o que aumenta a chance de desenvolvimento de células cancerosas.
A terceira forma é possibilidade de ocorrência de alterações nas células da boca e da garganta. O álcool pode tornar essas células mais propensas a absorver produtos químicos perigosos, como os encontrados na fumaça do cigarro., por exemplo. Esse é um dos motivos, pelo qual a combinação tabaco e álcool é tão explosiva para o organismo.
As estratégias mais eficientes para evitar o câncer ainda são reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, não fumar, praticar atividades físicas, proteger-se do sol e manter a rotina de exames preventivos, como: Papanicolau, mamografia e colonoscopia, dentre outros.
Fonte: The Lancet Oncology, INCA (Instituto Nacional do Câncer), SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).
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