O preço das chamadas canetas emagrecedoras caiu cerca de 70% em menos de um ano nas farmácias, segundo o Ministério da Saúde. Diante da redução e do aumento da concorrência, a pasta trabalha para incorporar medicamentos à base de GLP-1 ao Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, porém, ainda está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
O Ministério estima um orçamento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano para oferecer os medicamentos gratuitamente à população. Com compras em grande escala e produção nacional, a expectativa é de uma redução de 80% a 90% nos preços de aquisição.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ampliação da concorrência ajudou a derrubar os preços. Em 2026, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no Brasil, sendo 14 somente neste ano, incluindo medicamentos genéricos e produtos fabricados no país.
O pedido encaminhado à Conitec contempla medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. Caso sejam incorporados, deverão ser estabelecidos critérios para definir quais pacientes poderão receber o tratamento pelo SUS.
A proposta segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta o uso das terapias GLP-1 dentro de uma estratégia mais ampla de tratamento da obesidade, associada a alimentação saudável, atividade física e acompanhamento adequado.






