Diante das preocupações manifestadas por moradores da Ilha de Itaparica em relação aos possíveis impactos ambientais e sociais da Variante via expressa do projeto da Ponte Salvador-Itaparica, a concessionária responsável pela obra esclareceu que o traçado não interfere em áreas de manguezal e foi planejado para minimizar os efeitos nas comunidades locais.
De acordo com o diretor executivo da empresa, Cláudio Villas Boas, o traçado foi definido com base em critérios técnicos e ambientais. “Não há nenhum metro quadrado de manguezal no nosso traçado”, afirmou. A nova via será construída paralelamente à BA-001, principal eixo viário da ilha, conectando a ponte Salvador-Itaparica à Ponte do Funil, inteiramente dentro do município de Vera Cruz.
Segundo Villas Boas, a escolha por uma nova rota surgiu da necessidade de aliviar o trânsito da BA-001, atualmente sobrecarregada e com ocupação urbana consolidada. A alternativa proposta busca separar o tráfego local do trânsito de passagem, com o objetivo de preservar o cotidiano das comunidades tradicionais e melhorar a mobilidade na região.
“Podemos usar como referência a Via Metropolitana em Lauro de Freitas. A Estrada do Coco cumpre o papel da BA-001, e a via expressa paralela servirá aos veículos que apenas atravessam a área”, explicou o executivo.
A variante terá 18 quilômetros de extensão e faz parte do pacote de obras viárias previsto no projeto da ponte, que também inclui intervenções em Salvador. A proposta é garantir mais fluidez ao tráfego e ampliar a segurança viária, mantendo a funcionalidade da BA-001 para os moradores da ilha.





