CVC conversa com Azul, Gol e Latam para reacomodar clientes da Avianca

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Foto: Divulgação

A CVC Brasil, maior operadora de turismo do país, iniciou conversas com Azul, Gol e Latam Airlines para reacomodar, em seus voos, os passageiros com viagens agendadas pela Avianca nas próximas semanas.

Luiz Fernando Fogaça, diretor-presidente da CVC, disse em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (10) que, no auge do cancelamento de voos da companhia aérea – em recuperação judicial desde dezembro de 2018 -, foram cancelados 3.400 embarques por dia.

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“Conseguimos administrar de forma eficiente a situação. Ainda estamos aguardando a decisão da Justiça se o leilão [dos ativos] que estava marcado para esta terça-feira, vai acontecer”, afirmou Fogaça.

Prejuízo

Os cancelamentos de voos da Avianca resultaram à CVC, no primeiro trimestre deste ano, numa despesa de R$ 10,2 milhões. Segundo o relatório de resultados da operadora, o valor é referente aos reembolsos e reacomodações feitos entre abril e 7 de maio, data que o leilão das sete unidades produtivas isoladas (UPIs) da companhia aérea deveria ter acontecido – mas uma liminar, obtida pela credora Swissport Brasil, suspendeu o certame.

Na demonstração financeira, a CVC tratou o custo como despesa extraordinária e seus efeitos serão normalizados nas linhas de resultado de despesas operacionais, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) e lucro líquido.

Em dezembro de 2018, quando a Avianca entrou em recuperação judicial, a operadora tinha R$ 200 milhões em embarques futuros para realizar. Em março, foram cancelados todos os voos internacionais e as reacomodações foram realizadas antecipadamente, sem muitos impactos. A CVC disse que até o início de abril, a aérea cumpria com suas rotas domésticas.

Contudo, o arresto de aeronaves até a Páscoa deteriorou a situação da companhia. Foram perdidas mais de 17 aviões após o feriado e a empresa teve a frota reduzida para seis unidades. Na quinta (9), a Avianca perdeu mais uma aeronave, que era arrendada pela empesa de leasing Wells Fargo. Nesta semana, a Justiça negou pedido da Airbus para retomar quatro aviões.

Nos últimos 12 meses, os bilhetes aéreos emitidos para a Avianca pela operadora somaram R$ 8 bilhões. Atualmente, são cerca de R$ 100 milhões em embarques futuros que a CVC disse que tenta minimizar o impacto para os clientes e seu resultado financeiro. Esses embarques estão distribuídos até o fim do ano e as demais empresas aéreas devem criar rotas adicionais.

A CVC Brasil reportou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 99,1 milhões, no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 21,8% ante igual período de 2018. A receita líquida, no país, atingiu R$ 440,3 milhões, alta de 14,4%. As reservas internacionais foram 13,8% maiores. O Ebitda normalizado subiu 15,1%, para R$ 203,4 milhões.

por Alexandre Melo | Valor Econômico

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