Os deputados Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram, nesta quarta-feira (20), um requerimento para convocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A justificativa se baseia em declaração do senador Izalci Lucas (PL-DF), feita em maio, à CNN Brasil, segundo a qual Bolsonaro teria sido informado ainda em 2018 sobre fraudes e descontos irregulares em benefícios previdenciários. Os parlamentares afirmam que cabe à comissão verificar “o grau de conhecimento e as providências efetivamente adotadas ou omitidas” pelo ex-chefe do Executivo.
O pedido ocorre em meio a um revés para o governo na condução da CPMI. A presidência, antes prometida ao senador Omar Aziz (PSD-AM), indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ficou com Carlos Viana (Podemos-MG), aliado de Bolsonaro, após articulação da oposição. O placar foi de 17 votos a 14.
A derrota se repetiu na escolha da relatoria, entregue ao deputado Alfredo Gaspar (União-AL), também próximo à oposição. O acordo inicial previa a indicação de Ricardo Ayres (Republicanos-TO), apoiado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e bem-visto pelo Planalto.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), admitiu falhas na articulação e disse ter “subestimado” a capacidade de mobilização dos oposicionistas. Após a derrota, ele se reuniu com a ministra Gleisi Hoffmann, quando foi decidido que Paulo Pimenta coordenará a estratégia governista na CPMI, enquanto o deputado Duarte Júnior (PSB-MA) assumirá a vice-presidência.
Instalada em 17 de junho, a CPMI do INSS foi criada a partir de requerimento apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio de 44 senadores e 249 deputados.





