O dólar sobe com conflito entre Estados Unidos e Irã nesta segunda-feira (13). A escalada da tensão no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados internacionais após o bloqueio do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Às 13h03, a moeda norte-americana registrava alta de 0,24% e era negociada a R$ 5,119. Enquanto isso, o Ibovespa caía 0,75%, aos 176.528 pontos. As ações da Petrobras, impulsionadas pela valorização do petróleo, amenizavam parte das perdas do índice.
O principal motivo da instabilidade é o fechamento do Estreito de Hormuz, passagem por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.
Petróleo dispara após bloqueio do Estreito de Hormuz
Durante o fim de semana, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques com mísseis e drones. Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o bloqueio do Estreito de Hormuz e informou que nenhuma embarcação poderá atravessar a região enquanto houver o que chamou de “interferência dos Estados Unidos”.
Segundo autoridades iranianas, dois petroleiros que tentaram romper o bloqueio foram atingidos.
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o estreito permanece aberto e declarou que o país pretende garantir a segurança da navegação.
Com isso, o mercado reagiu imediatamente. O petróleo Brent chegou a operar próximo de US$ 80 por barril, enquanto o WTI também registrou forte valorização.
Mercado teme impacto da inflação global
O aumento do preço do petróleo elevou as preocupações dos investidores sobre uma nova pressão inflacionária em diversos países.
Por isso, cresce a expectativa de que bancos centrais, especialmente o Federal Reserve (Fed), mantenham juros elevados por mais tempo.
Quando os juros americanos permanecem altos, investidores costumam direcionar recursos para títulos públicos dos Estados Unidos. Dessa forma, ativos considerados mais arriscados, como ações e mercados emergentes, tendem a perder atratividade.
Além disso, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente às principais moedas do mundo, também apresentou valorização.
Brasil acompanha cenário externo e pesquisa eleitoral
No mercado brasileiro, investidores também analisam a nova pesquisa BTG/Nexus sobre a corrida presidencial.
O levantamento aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno.
Além disso, o Boletim Focus manteve a expectativa de que a taxa Selic encerre 2026 em 14%, com possibilidade de apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.
Enquanto isso, os contratos futuros de juros apresentaram leve alta, refletindo o aumento das incertezas no cenário internacional.
O mercado segue atento aos próximos desdobramentos da crise no Oriente Médio, já que qualquer interrupção prolongada no transporte de petróleo pode provocar novos impactos sobre inflação, câmbio e crescimento econômico em diversos países.
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