O republicano Donald Trump assumiu nesta segunda-feira (20) o segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, e as primeiras ações do governo já começaram a gerar debates no país.
Trump assinou uma série de ordens executivas voltadas para cumprir promessas de campanha, com destaque para medidas anti-imigração e a criação de um departamento especialmente para o bilionário Elon Musk, fundador da Tesla e SpaceX.
Entre as primeiras medidas confirmadas pela Casa Branca, estão:
- Declaração de emergência na fronteira com o México: permitirá o envio de militares e maior controle sobre a imigração ilegal;
- Fim da cidadania para filhos de imigrantes ilegais nascidos nos EUA: proposta considerada controversa e de difícil aplicação por especialistas, por contrariar a Constituição americana;
- Criação de um Departamento para Elon Musk: o objetivo seria implementar cortes de gastos públicos, com Musk assumindo papel estratégico;
- Memorando para combater a inflação: dará mais protagonismo às grandes corporações americanas no controle dos preços, uma das maiores preocupações do governo;
- Conclusão do muro na fronteira com o México: ordem para a retomada imediata das obras, um símbolo da política anti-imigração de Trump iniciada em seu primeiro mandato.
As ordens executivas, similares aos decretos presidenciais no Brasil, não necessitam de aprovação do Congresso e determinam como o governo deve executar certas políticas. Estas ações iniciais seguem a linha da agenda “America First” (América Primeiro), que foi um dos pilares de campanha do presidente.
Outras medidas são esperadas nos próximos dias, incluindo o perdão presidencial para manifestantes envolvidos na invasão do Capitólio em janeiro de 2021 e uma política de taxação direcionada a países aliados e rivais como forma de pressão econômica.
As primeiras ações de Trump já dividem opiniões nos Estados Unidos, especialmente em relação às restrições migratórias e à inclusão de Elon Musk no alto escalão do governo, algo inédito na história política do país.





