Dores nas costas: qual delas você sente?

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-Foto: Wavebreakmedia Ltd/Thinkstock/Getty Images
Foto: Wavebreakmedia Ltd/Thinkstock/Getty Images

Por mais ativa que a nossa rotina seja, não podemos negar: passamos tantas horas sentadas em frente ao computador, TV, atrás do volante e em outras muitas situações que às vezes negligenciamos a nossa postura. E o resultado disso acaba surgindo em forma de dor em uma região específica do corpo, as costas.

Atualmente, estima-se que oito em cada dez pessoas no mundo sofram com a condição, aponta um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). E, dependendo do lugar onde ela aparece, pode levar um nome ou ter uma causa diferente. Sentiu aquele incômodo, mas não sabe o que causou? A fisioterapeuta Shaunna Barbato, da Clínica Leger, do Rio de Janeiro, dá uma forcinha: 

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1 – Torcicolo

Se você alguma vez já perdeu a mobilidade no pescoço (ou toda vez que tentou fazer isso sentiu uma espécie de “fisgada”) durante um período relativamente curto, provavelmente sofreu com o torcicolo. “É uma contração dos músculos localizados na região da cervical que pode causar dor de moderada a forte e afetar a rotina e as atividades do dia a dia”, explica Shaunna Barbato. 

As causas mais comuns são a posição errada na hora de dormir, a realização de um movimento brusco e rápido da região ou sobrecarga em algum exercício físico. Estresse do dia-a-dia também são grandes desencadeadores do torcicolo. 

Para aliviar a tensão dos músculos, vale apostar na tradicional compressa de água quente. E nos alongamentos. Caso a combinação não seja suficiente, procure um médico para uma avaliação mais completa. 

2 – Dor na cervical

Ela aparece na parte de cima das costas, e é conhecida como cervicalgia. “E é uma das mais recorrentes e pode atingir pessoas de qualquer idade, mesmo sendo mais comum em adultos e idosos”, diz a fisioterapeuta. 

A dor, na maioria das vezes, é ocasionada por distúrbios no sistema musculoesquelético, que vão desde contração muscular, artrite, hérnia de disco, entre outras coisas. E o tratamento pode variar de acordo com a causa, podendo ir de remédios até sessões de fisioterapia e cirurgia. 

3 – Dor na lombar

A lombalgia é caracterizada pela dor no final da coluna. “É a segunda maior causa de afastamento do trabalho e prejudica em muito as atividades do dia-a-dia”, afirma Shaunna Barbato. E o pior: ela tende a aumentar justamente porque passamos grande parte do tempo sentadas com posturas inadequadas. Sem contar o sedentarismo, que também contribui para a piora do quadro. 

Infecções, inflamação, sedentarismo, erro postural, obesidade, osteoporose, lesões causadas por esportes, traumas, estiramento muscular, hérnia de disco, artrose e artrite são apenas alguns dos muitos fatores que podem desencadear a dor. 

E é preciso tomar cuidado, viu? “Essa região é de suma importância para o funcionamento de todo o resto do corpo. Ela permite que façamos a maioria dos movimentos, além de ser um pilar de sustentação para nos manter em pé”, explica a fisioterapeuta. 

A lombalgia pode ser classificada de 3 maneiras: a aguda, quando aparece de repente, podendo ser após um movimento brusco e com duração de aproximadamente 1 mês. A crônica, quando a dor é bem intensa e dura mais de 3 meses. E a referida, quando a dor parte da região lombar e irradia para outra parte do corpo, como posterior de coxa ou glúteos.

“Simples atitudes evitam o de transtorno, como estar sempre atenta à postura, evitar carregar muito peso, dobrar os joelhos ao abaixar e manter uma vida ativa”, diz a fisioterapeuta. Os principais tratamentos incluem sessões de alongamento e flexibilidade (nada como uma boa aula de yoga ou pilates!), fisioterapia, acupuntura, RPG e quiropraxia.

4 – Outros tipos

É claro que esses não são os únicos tipos de incômodos que você pode sentir na coluna. Existem também as disfunções que geram dores de um lado só, e que “geralmente são associadas a hérnias, artrose ou alguma contração muscular”. Sem falar nas dores que vêm irradiadas de outros problemas, como pedras nos rins e cólicas menstruais. Estas são geralmente bem mais específicas e precisam de atendimento médico. (Boa Forma)

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