O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório por videoconferência marcado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal. A audiência faz parte da ação penal em que ele é acusado de tentar coagir a Justiça brasileira com apoio de sanções do governo dos Estados Unidos.
O processo investiga se Eduardo teria articulado, em território norte-americano, iniciativas para interferir em decisões judiciais no Brasil com o objetivo de beneficiar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar da ausência, não há penalidade direta, já que o interrogatório é considerado um direito de autodefesa. Ou seja, o réu pode optar por não comparecer ou não responder às perguntas. No entanto, ao faltar, ele deixa de apresentar sua versão dos fatos diretamente aos ministros antes do julgamento.
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Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República, que aponta atuação do ex-parlamentar no exterior para tentar influenciar o andamento de processos no país.
A denúncia foi aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em novembro do mesmo ano. Na ocasião, os ministros entenderam que havia indícios suficientes para a abertura da ação penal.
O caso segue em tramitação e deve avançar para as próximas fases do julgamento nos próximos meses.





