A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, afirmou que mais de 50% dos pacientes que procuram o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) poderiam ser atendidos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A declaração foi feita nesta quinta-feira (10), durante coletiva de imprensa no Hospital e Maternidade Luiz Argolo, da Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus.
Segundo Roberta, o HRSAJ realizou 67 mil atendimentos no ano passado e já soma 48 mil neste ano. Por ser uma unidade de porta aberta, o hospital recebe pacientes de diferentes níveis de gravidade, o que contribui para a superlotação “Mais de 50% dos pacientes que chegam à porta do Hospital Regional são pacientes verdes e azuis, que poderiam estar sendo atendidos na Unidade Básica de Saúde”, afirmou.
A secretária explicou que a situação poderia ser amenizada com o fortalecimento da atenção primária e de UPAs resolutivas. “Se eu tivesse, encontrasse o médico na Unidade Básica de Saúde, se eu tivesse uma UPA resolutiva, esses pacientes estariam sendo atendidos em outro lugar e a gente não estava falando de superlotação no hospital”, declarou.
Apesar da superlotação, Roberta destacou que a orientação do Governo do Estado é manter as portas abertas e garantir atendimento a quem procura a unidade. Ela defendeu uma atuação conjunta com os municípios para fortalecer a atenção básica.
Emergência do HRSAJ será ampliada
Roberta Santana informou que a emergência do HRSAJ está atualmente “subdimensionada” e passará por uma ampliação. Segundo ela, o projeto prevê a duplicação da capacidade das salas amarela e vermelha, além da ampliação da sala de medicação e de consultórios.
A previsão apresentada pela secretária é de que a expansão seja entregue até meados de 2027.
Ela também afirmou que a principal demanda do hospital atualmente está relacionada à ortopedia, principalmente em decorrência de acidentes de trânsito. Roberta pediu apoio dos prefeitos e da imprensa para ampliar ações de educação e direção defensiva.
Sobre a presença de pacientes nos corredores, a secretária afirmou que a situação está relacionada à política de porta aberta adotada pelo Estado “A porta é aberta e a gente não recusa atendimento a ninguém”, disse.
Roberta também comparou o modelo adotado pelos hospitais estaduais com unidades de outras redes e afirmou que os 22 hospitais estaduais funcionam de portas abertas.
Policlínicas e parceria com a Santa Casa
Durante a coletiva, a secretária destacou ainda a expansão da rede de policlínicas na Bahia. Segundo ela, o estado possui 27 unidades em funcionamento e oito em construção, com o objetivo de ampliar o acesso a consultas e exames especializados.
Roberta citou a Policlínica Regional de Santo Antônio de Jesus como referência e informou que a unidade já realizou mais de 400 mil atendimentos.
A secretária também destacou a parceria entre o Estado e a Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus. Segundo ela, os contratos atualmente representam R$ 38 milhões em recursos destinados a serviços, incluindo obstetrícia e oncologia.
Ela afirmou ainda que o Estado pretende garantir equipamentos para o funcionamento do centro cirúrgico da instituição após a conclusão das obras.
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